segunda-feira, 5 de maio de 2014

Síndrome do Pânico: O que é?

Considero importante informar sobre um tema que tem sido tão comum nos dias atuais. A quantidade de casos de pessoas com os chamados “Ataques de Pânico” tem aumentado consideravelmente. Percebo que um dos grandes motivos desse aumento se deve ao ritmo de vida que as pessoas estão levando: poucos separam tempo para cuidar de si. A urgência em ser produtivo, bem sucedido, em “dar conta de tudo” e não poder parar faz com que os indivíduos se tornem cada vez mais exigentes consigo mesmos. Nada de errado em se auto-exigir, mas o que tem acontecido é uma auto-cobrança além dos limites. As pessoas não se permitem mais serem humanas, ou seja, deixam de lado o sono, o descanso, o cuidar de si, o tempo para a família, o exercício físico, a diversão, e tantas outras coisas, para carregar uma bagagem de obrigações e responsabilidades, muitas vezes desnecessárias. Carregar problemas e funções dde outros também é um grande fator de risco. Costumo dizer para meus pacientes: “Você não é um ‘super-humano’, chega um momento em que seu cérebro pede socorro”.



O ESTRESSE É UM DOS PRINCIPAIS CAUSADORES DO TRANSTORNO DE PÂNICO, SENDO O GRANDE RESPONSÁVEL PELA MAIORIA DAS CRISES!

Veja os principais sintomas:



Na prática clínica e nos estudos, observo que os principais fatores de risco para o desenvolvimento do transtorno são:

- Hereditariedade (possuir algum familiar, principalmente um dos pais, que já tenha apresentado o transtorno);
- A pessoa ser, naturalmente, muito ansiosa com tudo;
- Vivência de um trauma ou tragédia (perder um ente querido, sofrer um acidente, sofrer com doenças,catástrofes naturais, abuso sexual, assaltos e seqüestros, dentre outros);
- Perfeccionismo;
- Ritmo de vida estressante;
- Sono inadequado;
- Viver os problemas de outras pessoas;
- Assumir muitas responsabilidades, além do que está ao seu alcance.

SE VOCÊ POSSUI ALGUM DESSES FATORES DE RISCO, PREVINA-SE! O QUE ESTIVER AO SEU ALCANCE PARA MUDAR, MUDE! SE SOFREU ALGUM TRAUMA QUE GEROU OS SINTOMAS ACIMA, PROCURE TRATAMENTO PARA SUPERÁ-LO!

Uma vez instalada a Síndrome, a mesma tem um ciclo, que é o seguinte:




Isso significa que, se a pessoa começou a ter ataques de pânico, os ataques subseqüentes podem vir “do nada”, sem ter um gatilho (sem ter acontecido algo estressante ou angustiante). Quando começa a vir um sinal qualquer no corpo (suor, coração disparado), a pessoa começa a ter pensamentos automáticos como “a crise está vindo de novo”. Esses pensamentos automáticos fazem a ansiedade aumentar e, como conseqüência desta ansiedade, a crise pode vir novamente. Às vezes a crise nem iria acontecer, mas os pensamentos automáticos e a ansiedade “trouxeram” ela.



Se você se identificou com os sintomas, ou conhece alguém com eles, procure um médico e um psicólogo para te ajudar. O tratamento com remédios e psicoterapia é o que se mostra mais eficaz. Não deixe de tratar; quanto mais tempo demorar, mais o transtorno pode se agravar.

Existe tratamento e cura para a Síndrome do Pânico, você não precisa ficar sofrendo com ela.


A CLÍNICA DE PSICOLOGIA DRA. LUCIANA RODRIGUES está à sua disposição. Procure-nos.






sexta-feira, 4 de abril de 2014

Desenvolvendo Auto-estima na Criança

Muitas pessoas possuem baixa auto-estima. Na prática clínica, percebo que a gênese de grande parte das queixas psicológicas está em uma auto-estima não adequada. Talvez você mesmo, querido leitor, possui uma visão distorcida de si mesmo. Quem sabe, em determinadas situações, você se sinta inferior, menos capaz, não amado, mais feio, e tantas outras características que te deixam “pra baixo”. Você se percebe menos valoroso do que realmente é. Se você é assim, ou conhece alguém assim, saiba que isso se originou durante a infância.
Observo que, atualmente, o problema de baixa auto-estima está aumentando. Isso porque os pais estão mais ausentes, muitos terceirizam o cuidado dos filhos (para babás, avós, escolas) e não provêem o amor que a criança tanto precisa sentir por parte dos pais. Não critico os pais por deixarem os filhos em uma escolinha ou contratarem uma babá; muito pelo contrário, são alternativas, muitas vezes, necessárias por causa da rotina de trabalho que as mães precisam enfrentar. Contudo, você, pai ou mãe, não pode esquecer-se do que é fundamental: PROVER AUTO-ESTIMA NA CRIANÇA É FUNÇÃO EXCLUSIVA DOS PAIS. Isso mesmo! Os avós, a escola, os professores, por mais que cuidem e amem a criança, não provêem nela a auto-estima de que necessita. Se a criança não se sentir amada pelos pais, por mais que seja amada por outros, sempre irá ficar uma lacuna na visão que ela tem de si mesmo, e ela sempre se comportará de modo a “chamar a atenção” dos pais, que são os genitores.
AUTO-ESTIMA = VISÃO QUE A PESSOA TEM DE SI MESMO 
Querido pai ou querida mãe, a infância é o momento em que o seu filho precisa se sentir amado por você. Isso é fundamental para o desenvolvimento emocional saudável. Se isso não acontecer, você pode perceber a sua criança com alguns dos seguintes comportamentos e/ou sentimentos: triste; agressiva para ter a atenção dos pais; problemas de aprendizagem; problemas de relacionamento (o tempo todo ela vai “testar” se é amada); ansiosa; problemas de sono ou alimentação; pode fazer xixi na cama; dentre outros. Pais, levem em conta os seguintes aspectos:
      - Atitude primordial dos pais para prover a auto-estima de seu filho: demonstrar que o ama simplesmente pelo fato de ele existir, e não somente quando faz algo bom.
      - A auto-estima se desenvolve quando os pais têm como prioridade o filho, e não o comportamento do filho.
Se os pais não considerarem estes aspectos, seus filhos se tornarão, como muitos, pessoas que só se sentem amadas e valorizadas quando fazem algo bom e correto. Quando erram, ou perdem algo, ou não conquistam algo, se sentem não amadas, desvalorizadas. Por exemplo: uma pessoa com baixa auto-estima, se perder o emprego, achará que perdeu todo o seu valor; ela não entende que o seu valor é real pelo simples fato de ela existir, e não pelo que tem ou faz.
Se você é pai ou mãe, peço para que avalie as atitudes a seguir em relação ao seu filho nos últimos meses. Se a maioria das respostas for “sim”, você está no caminho certo: está provendo auto-estima para seu filho e ele possui uma grande base para ser uma pessoa emocionalmente saudável. Contudo, se a maioria das respostas for “não”, repense, procure mudar suas atitudes e sua postura, pelo bem de seu filho.
1. Eu tive tempo para conversar e fazer algumas atividades com meu filho, sem pressa para encerrar logo a interação?
2. Eu ensinei meu filho a fazer alguma coisa?
3. Eu saberia dizer que atividades meu filho gostaria de fazer em minha companhia?
4. Eu saberia dizer que atividades meu filho gostaria de fazer sem mim, com os amigos dele?
5. Eu fiz algo com ele para agradá-lo e não para me agradar?
6. Eu lhe dei alguma demonstração clara de atenção, de carinho, de amor?
7. Eu valorizei alguma coisa que ele fez, sem especificar critérios de qualidade ou nível de desempenho?
8. Eu lhe dei alguma forma de atenção, carinho, sem exigir antes nenhuma forma de comportamento adequado?
9. Eu abracei meu filho, disse-lhe que o amo, que senti saudades dele, no exato momento em que me encontrei com ele, sem me preocupar com seus comportamentos, se estava suado, com roupa suja, despenteado etc.?
10. Eu lhe dei alguma coisa de que ele gosta: uma bala, uma figurinha, uma flor, simplesmente porque me lembrei dele (não do que ele fez)?


SE precisar de uma orientação mais completa, procure a CLÍNICA DE PSICOLOGIA DRA. LUCIANA RODRIGUES, teremos prazer em orientá-lo.
Desenvolva a auto-estima em seu filho. Sucesso no seu desafio.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Orientação de Pais e Psicoterapia Infantil

Educar não é uma tarefa fácil. A infância é a fase decisiva para a formação da personalidade, da visão de mundo e estrutura cognitiva de uma pessoa. Muitos pais não fazem ideia de como pequenas atitudes podem influenciar e marcar a estrutura psíquica de seus filhos. A maioria apenas nos procura quando a situação do filho já “passou dos limites”. Mas, mesmo que seu filho não apresente muitos problemas comportamentais, é importante você, como pai, mãe ou cuidador, saber algumas informações básicas para desenvolver em seu filho 3 características cruciais para o bom desenvolvimento emocional de uma pessoa: Auto-estima, Auto-confiança e Responsabilidade.

Além da Psicoterapia Infantil, a clínica LUCIANA RODRIGUES oferece um projeto estruturado para orientar pais que estejam com problemas com seus filhos e também para aqueles que querem apenas mais informações e orientações para lidar com os mesmos. Em alguns casos, nem é necessário atender a criança, apenas a orientação de pais já é suficiente.




Ao atender crianças, a Orientação de Pais se torna uma peça fundamental. Realizar Psicoterapia Infantil é impossível sem trabalhar com os pais, pois os problemas das crianças ocorrem muito mais no dia-a-dia e são os pais e/ou responsáveis quem os acompanham. Para modificar o ambiente de uma criança, os pais devem tornar-se capitães associados ao psicólogo. Se os pais e o psicólogo não estiverem trabalhando no mesmo “plano de jogo”, as crianças recebem sinais confusos e a efetividade da intervenção diminui.

Temos uma sala específica para atender crianças, toda decorada, com brinquedos e preparada para elas!


Se você está com dúvidas com relação ao desenvolvimento emocional do seu filho, quiser orientações específicas ou se tiver uma criança com dificuldades comportamentais, nos procure, teremos prazer em orientá-lo.





Programa de auto-controle para Compulsão Alimentar e Obesidade

As estatísticas sobre a incidência da obesidade são muito altas. A maior preocupação em torno da obesidade se dá pelo fato de ela ser um grande risco à saúde. A obesidade é um transtorno complexo no qual intervêm múltiplas variáveis genéticas, biológicas, psicológicas, comportamentais e sociais.
Muitas pessoas, sendo ou não obesas, têm o comportamento de compulsão alimentar, o que pode se associar à perda de auto-estima, mudanças de humor e distração. Não é raro que o excesso de peso cause uma visão distorcida de auto-imagem, auto-percepção das necessidades básicas do organismo, assim como das emoções, sendo atribuídos e expressos na compulsividade ao comer.



Sendo assim, vemos a necessidade de uma intervenção adequada, com modificações nos hábitos de vida, através do estímulo à alimentação balanceada e atividade física regular e, com grande relevância, incorporamos todos os aspectos psicológicos relacionados à obesidade e/ou compulsão alimentar, enfocando itens como: reforços e motivação para dieta e exercícios físicos, pensamentos e sentimentos associados ao comportamento de comer, modificação de estímulos associados ao comportamento de comer, principais barreiras e dificuldades, dentre vários outros aspectos.


Existe uma parceria com profissionais na área de Nutrição e Educação Física para melhor concretização deste programa.


Procure nossa equipe. Você consegue controlar seu comportamento de comer. Estamos à disposição para ajuda-lo.

Programa para Parar de Fumar



A pessoa que fuma fica dependente da nicotina. Considerada uma droga bastante poderosa, a nicotina chega ao cérebro em apenas 7 segundos após ser inalada. As pesquisas mostram que o tabagismo é responsável por 200 mil mortes por ano no Brasil. Quem fuma apresenta riscos de saúde maiores comparados aos não-fumantes:
- 10 vezes mais chances de adoecer de câncer de pulmão
- 5 vezes mais chances de sofrer infarto
- 5 vezes mais chances de sofrer bronquite crônica e enfisema pulmonar
- 2 vezes mais chances de sofrer derrame cerebral
- Impotência sexual no homem
- Complicações na gravidez
- Úlceras no aparelho digestivo
- Trombose vascular





Por tudo isso, é necessário que haja uma atuação múltipla (médica, psicológica, social, educacional) com o objetivo de intervir nas graves consequências produzidas pelo cigarro.


O PROGRAMA PARA PARAR DE FUMAR consiste em uma intervenção psicológica que visa auxiliar a pessoa a abandonar o cigarro. Neste programa, o cliente terá contato com uma série de técnicas psicológicas avançadas (cognitivas e comportamentais) que lhe darão suporte na cessação do hábito de fumar. O tratamento desenvolvido baseia-se em pesquisas desenvolvidas nacional e internacionalmente com eficácia comprovada, de forma que 85% das pessoas que realizaram o programa conseguiram total abandono do cigarro. A linha do tratamento consiste em uma retirada gradual do cigarro e, em cada fase da retirada, o psicólogo dará o suporte necessário, o cliente terá uma orientação de estratégias psicológicas que pode realizar para diminuir a angústia e só passará para a fase seguinte quando já estiver preparado física e psicologicamente. Há uma parceria com profissionais de medicina para intervenções médicas necessárias.
A pessoa interessada em iniciar o programa deverá entrar em contato com a equipe da clínica LUCIANA RODRIGUES para realizar uma avaliação prévia do seu comportamento de fumar e outros comportamentos associados.




“Pouco a pouco, você se tornou um fumante.
Da mesma forma, aos poucos, você conseguirá ser um fumante controlado.

Em seguida, você conseguirá se tornar uma pessoa livre do cigarro”


Projeto de Orientação Vocacional

O momento da escolha profissional é uma parte muito importante da vida. Quem escolhe não está escolhendo somente uma carreira, está pensando num sentido para sua vida, deixando o ser adolescente e escolhendo um ser adulto, o que gera muitos conflitos e crises.
A orientação vocacional e de carreira tem como objetivo facilitar a escolha profissional de forma consciente e planejada, auxiliando o indivíduo na busca do alcance de seus objetivos e metas pessoais.
O trabalho de orientação vocacional consiste em um processo que inclui entrevistas, dinâmicas, testes psicológicos, técnicas de visualização, projeção de futuro e orientação de carreiras.


O papel do psicólogo será o de proporcionar experiências e oportunidades de exploração e confronto com o mundo das profissões.

A adequação do indivíduo à profissão constitui-se como uma base fundamental para a realização pessoal.

PSICOTERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL



A psicoterapia cognitivo-comportamental constitui um conjunto de técnicas de avaliações e intervenções com o objetivo de auxiliar o indivíduo em situações de crise, sofrimento emocional, dificuldades de relacionamento ou simplesmente na busca de desenvolvimento pessoal. O tratamento nesta abordagem é breve e focado no problema a ser trabalhado. É uma psicoterapia dinâmica, moderna, adequada às demandas atuais e bem respeitada por médicos, psicólogos, pesquisadores e diversos profissionais. Sua eficácia é cientificamente comprovada.

Trabalha com os seguintes aspectos:

- Área Cognitiva: Partimos do pressuposto de que a forma com a qual enxergamos o mundo, a vida, nós mesmos, os outros e as situações é que determina nossos sentimentos e comportamentos. Em outras palavras, dependendo da forma com que a pessoa interpreta aspectos da realidade determinará reações emocionais diferenciadas que induzirá realizar diferentes ações. Por exemplo: uma pessoa não te convidou para ir em um evento; se você interpretar isso como sendo que a pessoa não gosta de você, passará a sofrer e agir como se isso fosse verdade, ou seja, se sentir excluído, inferior, passa a evitar conversar com a pessoa. Agora, supondo que você interprete isso como sendo algo natural, que talvez fosse um evento que você não gostasse, ou a pessoa iria chamar um outro grupo de amigos, com certeza, suas reações emocionais e sua ação serão completamente diferentes. O objetivo da psicoterapia cognitiva busca proporcionar mudanças nos pensamentos, percepções dos eventos e no sistema de crenças negativas, o que resulta em mudanças emocionais e comportamentais duradouras.


- Área Comportamental: De acordo com os princípios comportamentais, o ambiente é uma grande fonte de controle dos comportamentos. Buscamos, durante as intervenções, realizar alterações no cotidiano da pessoa que procura ajuda: hábitos, relacionamentos, rotina, etc. A Ênfase do problema é o tipo de relação da pessoa com o que ocorre no seu dia-a-dia. Significa que todas as estratégias que uma pessoa utiliza para lidar com as situações, tanto as positivas como as negativas, são aprendidas. O principal papel do psicólogo é ajudar a pessoa a perceber como as diferentes situações afetam seu comportamento, e também que é  possível aprender maneiras alternativas de agir. As principais técnicas utilizadas são: Treino em Resolução de Problemas, Treino em auto-controle, Treino em Habilidades Sociais, Treino em auto-instrução, Reforços de comportamentos adequados e Punições de comportamentos não adequados.


Indicações para os seguintes casos:
- Dificuldades de relacionamentos em geral;         
 - Baixa auto-estima;
- Depressão;
- Problemas comportamentais;
- Problemas de aprendizagem;
- Estresse e ansiedade;
- Transtorno de Pânico;
- Ansiedade generalizada;
- Crises de transição de vida (ex: adolescência, meia-idade);
- Doenças sem causas físicas;
- Transtornos alimentares (anorexia, bulimia, obesidade e compulsão alimentar);
- Dificuldades de controle de impulsos (cigarro, bebidas, comidas, jogos, compras);
- Dificuldades sexuais;
- Obsessões, manias e compulsões;
- Fobias e medos diversos;
- Traumas;

- Perdas e luto.

Como traumas de infância podem se transformar em ansiedade na vida adulta?

    Os nossos primeiros anos de vida são determinantes na formação da nossa personalidade e visão de mundo. As experiências que vivemos ...